terça-feira, 18 de junho de 2013

Indignação atávica

Pois amigos, os últimos tempos têm sido de extrema perplexidade para os olhos do mundo, no que se refere aos acontecimentos no Brasil. Refiro-me à grande mobilização nacional da noite de 17 de junho de 2013, quando aconteceram manifestações populares nas principais cidades brasileiras e até fora do país.

Tudo começou com a indignação do preço das passagens do transporte público e chegaram (finalmente!) às causas maiores e muito mais abrangentes, de grande interesse nacional. O sentimento que se vê nas ruas (falo de manifestantes e não de baderneiros) é de profunda revolta e indignação com tudo o que assistimos pela TV: corrupção, descaso com a educação, saúde e segurança, sobre políticos homófobos, sobre a PEC 37, os gastos absurdos com uma Copa do Mundo em que a FIFA irá ganhar horrores e o país ficará com "elefantes girafoides hipertrofiados", chamados de arenas.

O que estamos assistindo lembra o 26 de junho de 1968 (a Marcha dos Cem Mil); o mega-comício de janeiro de 1984 pelas Diretas Já; e o Movimento Caras-Pintadas de 1992 que levou ao impeachment de Collor (bata na madeira!). Agora estamos recuperando as atitudes "ancestrais" que permaneceram latentes durante esse período. E tudo isso sem que o povo aceite a participação dos partidos políticos, os grandes causadores de toda essa descrença, de toda corrupção sabida e divulgada, por abrigarem os maiores criminosos da nação e que se apropriam do bem-público.

Assim diz o ditado: Vox populi, vox Dei.

Esperemos que tudo não seja fumaça de palha seca. Da mesma forma, esperamos que a Presidenta Dilma se manifeste publicamente e não através de notas oficiais e através de seus bonecos falantes. O recado também foi lançado aos deputados federais e aos senadores, bem com aos deputados estaduais, prefeitos e vereadores.

Alea jacta est.