segunda-feira, 30 de maio de 2016

O conto

CONCEITO  E CARACTERÍSTICAS

O conto é uma obra de ficção e seu foco narrativo está limitado a uma situação ou acontecimento específicos. Da mesma forma está focado em apenas um espaço onde que ocorre a ação.
Em geral, o conto se define pela sua pequena extensão, ou seja, mais curto que o romance.
Está centrado em poucos personagens, ao contrário do romance ou da novela.
Sua estrutura é fechada e não há desdobramentos em conflitos secundários, como é o caso do romance. Há somente um clímax que encerra o conto.
São narrativas ficcionais onde prevalecem a narrativa, ou seja, o conto apresenta uma sucessão de acontecimentos, envolvendo um número limitado de personagens.


CONTISTAS EM LÍNGUA PORTUGUESA

No Brasil: Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Artur de Azevedo, Monteiro Lobato, Clarice Lispector, Ruth Rocha, Lima Barreto, Otto Lara Resende, Barbara Fagundes Telles, José J. Veiga, Lygia Fagundes Telles, Dalton Trevisan e Rubem Fonseca.

Em Portugal: Eça de Queirós, Branquinho da Fonseca, Mário Henrique-Leori e Miguel Torga.

Em Moçambique: Mia Couto e Nelson Saúte.

TIPOS DE CONTOS

Contos de fadas: são destinados mais às crianças. Traz uma personagem que vive uma situação de enfrentamento com o mal e recebe ajuda de personagens mágicos e encantados. Em geral, são contos antigos que tem o seu tempo de narração num passado distante e incerto. O espaço da história é amplo, mas os acontecimentos transcorrem rapidamente sem que o narrador utiliza muitos detalhes.

Conto Maravilhoso: uma das variações do conto de fadas. Nesse tipo de narrativa, a personagem principal se encove com elementos mágicos, pode haver transformações e mutações, como é o caso do conto A princesa e o sapo.

Conto Fantástico: também conhecido como Conto de Fantasia, por vezes confunde-se com o Conto Maravilhoso e o Conto de Fadas. No entanto, o Conto Fantástico está centrado em numa realidade não lógica. A narrativa se desenrola num mundo irreal, marcado pelo absurdo, situações extraordinárias. Há a presença de seres mágicos e o personagem principal enfrenta situações onde se estão presentes elementos e seres mágicos. O próprio personagem pode possuir algum tipo de poder que o auxilia na sua aventura. Há a ocorrência de fenômenos estranhos e inexplicáveis pela lógica da ciência, apenas explicáveis pela presença do sobrenatural.

Conto de Terror: é um relato literário que tem por objetivo causar medo no leitor. As histórias estão vinculadas a temáticas assustadoras que envolvem pessoas, mortes, doenças, crimes, catástrofes naturais e seres sobrenaturais.

Conto de Enigma: apresentam um mistério que surge ao personagem principal. Em geral, há a presença de um detetive ou de algum personagem que investiga o caso e a investigação é o foco principal da história. Há suspense, medo, dúvida sobre qual será o próximo passo ou acontecimento. A solução surgirá somente no último instante ou então ficará em aberto, despertando a dúvida no leitor sobre a solução. Independente disso, o leitor é quem assume a iniciativa da solução do enigma, ou do mistério.

domingo, 17 de abril de 2016

Plantando e colhendo

Quando eu era criança, eu já ouvia muito os adultos dizerem: "A gente sempre colhe aquilo que planta". Pois, foi o tempo que me ensinou outra coisa: Assim como cada planta tem o seu tempo de crescimento e de dar frutos, assim será com as sementes que plantamos.

Tudo o que estamos assistindo, hoje no Brasil, principalmente sua crise política, foi plantado pela sociedade décadas atrás... lá pelos anos 80 com a abertura política depois de alguns anos de ditadura militar. Foram escolhidas as piores sementes que foram sendo cultivadas, adubadas, regadas com o suor e as lágrimas de cada brasileiro.

Da mesma forma que a agricultura, que faz as suas pesquisas para escolher as melhores sementes para os diversos tipos de solo, assim faremos daqui pra frente. Vamos aprender a escolher as melhores sementes para colhermos mais adiante coisas melhores. Alguns irão colher uma parte desses frutos, mas a maioria ficará para ser colhido por nossos filhos e netos. Não passaremos fome, pois estamos acostumados a engolir sapos!

Mas, aprenderemos... ah, se aprenderemos!

sábado, 19 de dezembro de 2015

Encerrando o ano de 2015

Pois, o ano de 2015 marcou muitas mudanças na minha vida. Fiz cursos de especialização em literatura e cultura indígena e afro-brasileira. Experimentei algumas frustrações. Conquistei outros espaços. Defini rumos na área profissional. Estabeleci metas na área profissional, pessoal e literária. Encontrei novas amizades. Perdi amigos por motivos pessoais ou por um chamado de Deus. Cometi erros e acertos. Fui humano e humano.

Em 2016, eu espero dar conta de todos os meus projetos e ainda ter forças para novos desafios pessoais e profissionais. Escrever muito. Estudar bastante. Colaborar com o que for preciso. Participar de eventos literários. Retomar o meu blog e expor aquilo que eu penso e acredito. Só vou parar quando não houver mais condições de me levantar ou caminhar.

Vou andar mais um bom trecho pela minha estrada, acompanhado ou sozinho em certos momentos, mas sempre indo em frente. Descansar vez que outra, mas não ficar desatento.

Vou torcer para que meus amigos também façam as suas jornadas com todo êxito, e que suas estradas, se não forem pavimentadas, pelo menos que sejam transitáveis. É claro que cada um deverá saber se guiar na estrada que escolher seguir nesse ano que está chegando.

Ótimo Natal e Feliz 2016 a todos!

sábado, 2 de maio de 2015

As vergonhas descobertas do Brasil

Pois, amigos, o 1º de maio não é apenas o Dia do Trabalhador. Também se comemora o dia em que foi escrita a carta de Pero Vaz de Caminha, que a história oficial chama de Carta do Descobrimento, mas que melhor se diga do "Achamento". Façamos um reflexão e análise a partir de uma leitura do famoso documento que mostra como era o ponto de vista dos conquistadores ao encontrarem os primeiros habitantes, ou o "natural da terra", desse imenso continente.

Como todos devem saber pelos livros de história, as caravelas comandadas por Cabral partiram de Portugal no dia 9 de março de 1500 e chegaram às costas brasileiras em 21 de abril e desembarcando no dia seguinte. Na Carta, Caminha descreve os índios como "bem feitos de corpos e narizes". No entanto o que mais chamou a atenção do português, e penso que todos os outros que com ele estavam, foi outra coisa, conforme vemos na seguinte passagem: "Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam". Reparem que ele disse "nós muito bem olharmos", ou seja, não tiravam o olho. Mais adiante, o escrivão Caminha acrescenta: "E uma daquelas moças era toda tingida de baixo a cima, daquela tintura e certo era tão bem feita e tão redonda, e sua vergonha tão graciosa que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhe tais feições envergonhara, por não terem as suas como ela".

Podemos perceber que o ponto de vista do colonizador era apurado e meticuloso, tanto é verdade que Caminha reitera que olhavam detalhadamente ao ponto de acharem "tão graciosa". Não sei se a longa jornada até o Novo Continente, que levou mais de um mês em pleno oceano, cuja paisagem não poderia ser outra senão água salgada, apurara os olhares para tantos detalhes. Em outros trechos da famosa carta ao Rei D. Afonso, o caríssimo Caminha fala das "vergonhas descobertas". Parece-me bastante claro que Caminha quis mostrar mais os seus pensamentos inspirados pelos seus lascivos olhos observadores.

Depois de analisarmos as "vergonhas descobertas" que Caminha tanto se referiu, e parece que tanto cobiçava, estamos descobrindo a grande vergonha do Brasil sob a cobiça de alguns (ou muitos): corrupção descarada e desavergonhada, corte desavergonhado nos investimentos para a Educação, hospitais desavergonhadamente caindo aos pedaços e pessoas morrendo nos seus corredores, professores apanhando da polícia quando se manifestam por melhores condições de trabalho e por melhores salários, entre outras tantas vergonhas desnudas e à vista de tantas pessoas.

Enfim, são vergonhas que transitam dos olhares lascivos de quinhentos anos atrás para a lascívia ganância dos dias atuais.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A justiça vista através de um conto de fadas

Eu tenho me preocupado bastante com a "demonização" ou "satanização" que as pessoas, ou a sociedade de um mode geral, tem feito com relação a outras pessoas. Uma das coisas que mais me deixa preocupado é a questão de justiça, até onde ela é justiça e a partir de quando ela deixa de ser, devido ao seu rigor, para se transformar em vingança social. Eu me refiro especificamente ao caso da garota que ofendeu o goleiro do Santos, Aranha, em jogo pela Copa do Brasil, dia 30 de agosto de 2014, na Arena do Grêmio. Patrícia Moreira gritou "macaco" para o goleiro e se constituiu em um ícone contra o racismo. Todas as redes sociais e a imprensa veicularam exaustivamente a sua imagem e a tornaram o "demônio" da vez. Se julgada e condenada por racismo, pode pegar cadeia. É um crime inafiançável. No entanto, a sua atitude pode ser enquadrada como injúria racial. De qualquer forma, por uma atitude muito infeliz, pois ela afirmou que não tinha a intenção de agir de forma racista, a garota foi demonizada e hostilizada como se ela representasse todo o mal gerado pelo racismo no mundo todo. O Grêmio foi duramente punido e excluído da competição pelo STJD, uma decisão que pode ter sido exagerada, visto o clube ter tomado atitudes imediatas para diminuir a repercussão. Independente disso, o clube pagou muito caro pela atitude dessa jovem e de outros que fizeram o mesmo. Pois, eu lembrei de um conto dos irmãos Grimm que me faz refletir a questão da justiça. O texto vai abaixo.



O CÃO E O PARDAL

 Era uma vez um cão de pastor que não tinha um bom dono e, muito ao contrário, um dono que o fazia passar fome. E, como não aguentava mais ficar com ele, o cão teve de fugir, embora muito triste.
No caminho, encontrou um pardal, que lhe disse:
— Por que estás tão triste, amigo cão?
— Estou com fome e não tenho coisa alguma para comer — respondeu o cão.
— Vem à cidade comigo, meu amigo, e matarei a tua fome — disse o pardal.
O cão prontamente aceitou o convite e, quando chegaram à cidade, dirigiram-se a um açougue, onde o pardal disse ao cão:
— Espera aqui, que eu vou ver se consigo arranjar um pedaço de carne para comeres.
E, assim tendo dito, voou até o balcão, olhou para todos os lados para ver se estava sendo observado, e pegou com o bico um pedaço de carne e levou-o para o cão, que o devorou vorazmente.
— Agora — disse o pardal — vamos a outro açougue, e eu te arranjarei mais um pedaço de carne.
Foram. E, quando o cão havia comido o segundo pedaço de carne, o pardal perguntou-lhe:
— Já comeu suficientemente, meu caro amigo?
— Sim, já comi bastante carne, mas ainda não comi pão — foi a resposta.
— Irás comer pão — prometeu o pardal. — Vem comigo.
Levou-o, então, a uma padaria e bicou dois pãezinhos até jogá-los no chão, onde cachorro os abocanhou. De lá, o levou a outra padaria, pois o cão não estava achando ainda que comera bastante.
— E agora? perguntou o pardal, depois de servir o pão da segunda padaria. — Já se alimentou suficientemente?
— Já, sim — respondeu o cão. — Acho que poderíamos agora é dar um passeio fora da cidade.
Os dois saíram para o campo, seguiram pela estrada real. Estava, porém, fazendo bastante calor e não tinham andado muito tempo quando o cão anunciou:
— Já estou bem cansado e gostaria de dormir.
— Pois então dorme — disse o pardal. — Enquanto isso, vou ficar por aí, pousado em um galho.
O cão deitou na estrada e caiu logo no sono. E, enquanto dormia lá a sono solto, veio pela estrada uma carroça, puxada por três cavalos e carregando dois barris de vinho. O pardal viu a carroça avançar na direção de seu amigo e gritou para o carroceiro:
— Não faças isso, carroceiro, senão eu te reduzo à miséria!
— Deixa de tolice! — resmungou o carroceiro.
E, chicoteando os cavalos, passou com a carroça por cima do cachorro, matando-o instantaneamente.
E o pardal gritou então:
— Mataste meu grande amigo e isso te custará tua carroça e teus cavalos!
— Pára de falar asneiras! — retrucou o carroceiro. — Tem mesmo graça me ameaçares dessa maneira!
E seguiu adiante.
O pardal, porém, estava realmente disposto a cumprir sua ameaça. Pousou na carroça, sem que o carroceiro visse, e tanto bicou o tampo de um dos barris, que o tampo acabou saindo e o vinho escorrendo.
A princípio, o carroceiro nada notou, mas, afinal, olhando para trás, notou que estava escorrendo vinho da carroça, e, parou para ver o que estava acontecendo. Viu, então, que um dos barris de vinho já se achava completamente vazio.
— Desgraçado que sou! — exclamou, pondo as mãos na cabeça.
— Ainda não és bastante desgraçado! — gritou o pardal.
E, quando o carroceiro prosseguiu a viagem, voou até a cabeça de um dos cavalos e arrancou-lhe os olhos com bicadas, o carroceiro deu-lhe uma chicotada, com toda a força, mas não o alcançou e o pardal acabou matando o cavalo, com bicadas na cabeça.
— Desgraçado que sou! — exclamou o carroceiro.
— Ainda não és bastante desgraçado] — gritou o pardal.
E, quando o carroceiro tocou a carroça, só com dois cavalos, o pardal pousou na carroça e arrancou o tampo do segundo barril, e todo o vinho se perdeu.
Ao ver o que acontecera, o carroceiro pela terceira vez exclamou:
— Desgraçado que sou!
E o pardal gritou de seu lado:
— Ainda não és bastante desgraçado!
E, pousando na cabeça do segundo cavalo, arrancou-lhe os olhos.
Furioso, o carroceiro agarrou um machado e levantou-o para matar o pardal, mas o pássaro voou, e a machadada atingiu o cavalo, que caiu morto.
— Desgraçado que sou! — exclamou o carroceiro.
— Ainda não és bastante desgraçado! — reiterou o pardal.
E pousou na cabeça do terceiro cavalo e furou os seus olhos. Furioso, o carroceiro tentou matar o pássaro, mas, como da outra vez, acabou foi matando o seu terceiro e último cavalo.
— Desgraçado que sou! — exclamou.
— Ainda não és bastante desgraçado! — exclamou o pardal. — Agora vou tornar-te desgraçado em teu lar!
E voou para longe.
Deixando a carroça abandonada, furioso e desalentado, o carroceiro voltou para casa.
— Quanta desgraça aconteceu comigo! — queixou-se à mulher. — Perdi todo o vinho, todos os três cavalos estão mortos!
— E aqui, meu marido? — replicou a esposa. — Não imaginas o que um maldito pássaro fez nesta casa! Reuniu todos os pássaros do mundo e estão devorando todo o trigo que guardamos!
Realmente, como o carroceiro viu depois, milhares e milhares de pássaros se encontravam no celeiro devorando todo o trigo que tinham armazenado, e o pardal pousado no meio deles.
— Desgraçado que sou! — exclamou o carroceiro.
— Ainda não és bastante desgraçado! — gritou o pardal. — Vai custar também tua vida, carroceiro!
E voou para fora da casa.
Profundamente abatido, com a perda de todos os seus bens, o carroceiro foi sentar-se, cabisbaixo, junto do fogão. Mas o pardal não lhe deu descanso: apareceu voando diante da janela e gritou-lhe:
— Carroceiro, o que fizeste custará tua vida!
Furioso, o carroceiro agarrou um machado e atirou no pardal, mas o pássaro não foi atingido: a janela é que ficou destruída.
O pardal, então, entrou voando dentro da casa e foi pousar no fogão, gritando:
— Carroceiro, o que fizeste custará tua vida!
Louco de raiva, o carroceiro desfechou machadadas contra o pássaro, que o desafiava, voando de um para outro ponto, jamais alcançado e sempre desafiando. As machadadas atingiam as mesas, os bancos, o espelho e as paredes, espalhando a destruição por toda a parte, mas deixando o pardal absolutamente incólume.
O homem, todavia, não desistiu, e afinal conseguiu agarrar o pássaro.
— Vou matá-lo — disse a sua mulher.
— Deixa por minha conta — replicou o carroceiro. — Ele vai ter uma morte bem dolorosa, bem cruel. Deixa por minha conta. Sua morte vai ser lenta e terrível: a morte por asfixia.
Assim dizendo, engoliu o pardal. O pássaro, contudo, começou a voar de um lado para o outro dentro do corpo do homem, até chegar à boca. Ali, pôs a cabeça para fora e gritou bem alto:
— Carroceiro, o que fizeste custará tua vida!
O carroceiro entregou o machado à sua mulher e ordenou:
— Mata este maldito pássaro que está em minha boca.

A mulher obedeceu, mas errou o golpe. Em vez de matar o pardal, atingiu, bem no cocuruto, o próprio marido, que caiu, morto, enquanto o pardal, muito à vontade, batia as asas e fugia para bem longe.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Uma homenagem muito especial

No dia 24 de outubro de 2013, eu participei da Feira do Livro de Sete de Setembro, um pequeno mas próspero município da região Noroeste do estado do Rio Grande do Sul e próximo de Santo Ângelo. Eu fui como Autor Presente e a prefeitura fez a aquisição das obras, distribuindo entre as escolas municipais. A partir disso, as escolas fizeram as leituras e vários trabalhos.
O que mais me chamou a atenção, foi a homenagem que os professores e alunos da EMEF Sargento Pedro Krinski fizeram para mim: dois poemas, sendo que um deles faz uma referência ao livro "Os amigos de Elvira" e outro para mim mesmo a partir de uma trajetória pelas obras lidas. A emoção foi muito grande, pois eu nem imaginava algo parecido com isso. Senti-me grandemente recompensado e querido por uma comunidade que confiou aos seus filhos as obras que eu escrevi com grande sacrifício e desempenho pessoal e profissional.
Com certeza, tudo o que eu assisti naquele dia ficará guardado na memória. Para todos aqueles que estiveram envolvidos na organização do evento, iniciando pela própria prefeitura e a sua prefeita, Rosane Grabia, e depois pela Secretaria de Educação e Cultura, em nome da Secretária Alice Kapelinski, e todos os funcionários da prefeitura envolvidos na organização do evento. A todos vai o meu mais profundo agradecimento pelos momentos memoráveis que passei no município e parabéns pela organização do evento.
Os poemas são os que transcrevo abaixo:

História de Elvira

Eu sou a Elvira
A rosa, o peixe e o sapo
Foram os meus primeiros amigos
Mas, com eles eu não queria papo.

Foi daí que eles,
Numa prosa me falaram?
Que amigo é pra ajudar
E a felicidade encontrar.

Que bobagem eu pensei
Mas, a professora me convenceu
Pois, essa história encantada
Ela também viveu.

Porém faltava uma atitude
Lá do fundo do coração:
Transformei o sapo em palhaço
E a rosa numa fada, com vara de condão.

Percebi que foi tão fácil
Conquistar o meu espaço
A amizade que eu precisava
Estava num simples abraço.

Escritor Paulo Bocca, você quer ganhar um abraço?

Aluna recitadora: Camila Castanho (4º ano)
Letra: professora Sandra Loureiro
Professoras: Sandra Loureiro, Nelci Wolff, Claúdia Kapelinski e Sandra Kleszta
Diretora: Sandra Loureiro
EMEF Sargento Pedro Krinski - Linha Boa Vista - Sete de Setembro - 24 de outubro de 2013


Um escritor maravilhoso

Hoje é um dia especial
Para nossa pequena cidade
Vamos conhecer e falar de um gaúcho
Por isso, receba nossa hospitalidade.

Então, vamos contar
Para toda essa gente
Algumas obras notáveis
De Paulo Bocca, autor presente.

Um escritor gaúcho
Que é honra para nós
Nos mistérios e aventuras
Ele solta a sua voz.

Mas, falando em histórias
Dá arrepio só de pensar.
Num monstro debaixo da cama
Que batalha vamos enfrentar?

Isso tudo é magia,
Deitar na grama e observar
Que no bailado das nuvens
Várias histórias podemos criar.

É... as nuvens vão e vem...
Levam às vezes quem queremos bem...
Foi assim com o Rabicho
Cãozinho que foi para o alto, pro além.

E ainda tem as almas esquivas,
Contos bons barbaridade
Traduzem o dia a dia, a fantasia
Mas, todos são relatos de verdade.

Sabe, meu colega
Este escritor é muito criativo
Ainda é poeta, músico e compositor
Legal! Hoje vamos assisti-lo ao vivo.

Para ti, Paulo Bocca
Fica na nossa memória
As suas obras que estudamos
Que agora fazem parte
Do acervo de nossa história

Alunos recitadores: Edson Mankoowski (5º ano) e João Miguel Baier (4º ano)
Letra: professora Sandra Loureiro
Professoras: Sandra Loureiro, Nelci Wolff, Claúdia Kapelinski e Sandra Kleszta
Diretora: Sandra Loureiro
EMEF Sargento Pedro Krinski - Linha Boa Vista - Sete de Setembro - 24 de outubro de 2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

Indignação atávica

Pois amigos, os últimos tempos têm sido de extrema perplexidade para os olhos do mundo, no que se refere aos acontecimentos no Brasil. Refiro-me à grande mobilização nacional da noite de 17 de junho de 2013, quando aconteceram manifestações populares nas principais cidades brasileiras e até fora do país.

Tudo começou com a indignação do preço das passagens do transporte público e chegaram (finalmente!) às causas maiores e muito mais abrangentes, de grande interesse nacional. O sentimento que se vê nas ruas (falo de manifestantes e não de baderneiros) é de profunda revolta e indignação com tudo o que assistimos pela TV: corrupção, descaso com a educação, saúde e segurança, sobre políticos homófobos, sobre a PEC 37, os gastos absurdos com uma Copa do Mundo em que a FIFA irá ganhar horrores e o país ficará com "elefantes girafoides hipertrofiados", chamados de arenas.

O que estamos assistindo lembra o 26 de junho de 1968 (a Marcha dos Cem Mil); o mega-comício de janeiro de 1984 pelas Diretas Já; e o Movimento Caras-Pintadas de 1992 que levou ao impeachment de Collor (bata na madeira!). Agora estamos recuperando as atitudes "ancestrais" que permaneceram latentes durante esse período. E tudo isso sem que o povo aceite a participação dos partidos políticos, os grandes causadores de toda essa descrença, de toda corrupção sabida e divulgada, por abrigarem os maiores criminosos da nação e que se apropriam do bem-público.

Assim diz o ditado: Vox populi, vox Dei.

Esperemos que tudo não seja fumaça de palha seca. Da mesma forma, esperamos que a Presidenta Dilma se manifeste publicamente e não através de notas oficiais e através de seus bonecos falantes. O recado também foi lançado aos deputados federais e aos senadores, bem com aos deputados estaduais, prefeitos e vereadores.

Alea jacta est.